Já pensou na existência de um Esterilizador Inteligente? Conheça o BURN (V.3, N.9, P.7, 2020)

Tempo estimado de leitura: 6 minuto(s)

 

Divulgadores da ciência:

Ana Carolina Ratti: graduando em BC&T e em Engenharia Biomédica (UFABC)

Felipe Menossi: graduando em BC&T e Bacharelado em Física (UFABC); Técnico em Mecatrônica e Manutenção elétrica.

Gabriel Leal: graduando em BC&T (UFABC) e Técnico em Eletrônica.

Guilherme Galhardo: graduando em BC&T e Engenharia Aeroespacial (UFABC).

Matheus Pessôa: graduado em BC&T e Bacharelado em Física; Mestrando em Cosmologia Experimental pela McGill University.

Mauri Junior: graduado em Engenharia Industrial; Mestre em Engenharia Mecânica; Doutorando em Nanociências e Materiais Avançados (UFABC).

Letícia Foiani: Técnica em química e Ingressante na UFABC em BC&T.

Pedro Olyntho: Graduado em BC&T e graduando em Engenharia Biomédica (UFABC).

Sarah Aquino: Ingressante na UFABC em BC&T

 

O projeto

 

A premissa do projeto BURN (Esterilizador Inteligente de Baixo Custo Utilizando Radiação No Ultravioleta-C) é construir, de forma barata, um protótipo de um esterilizador inteligente que faz uso de radiação ultravioleta-C para desinfecção de objetos utilizados diariamente em locais com alta probabilidade de contaminação, como máscaras de proteção, calçados, roupas, chaves, embalagens, aparelhos telefônicos e até alimentos. O esquema abaixo apresenta o protótipo da caixa.

 

O esterilizador consiste em uma caixa de isopor envolvida internamente com papel alumínio, aumentando assim a superfície de incidência do UVC e permitindo que objetos de maiores dimensões não sejam reajustados tantas vezes para alcançar uma desinfecção eficiente. 

Os objetos a serem desinfetados são posicionados na base da câmara e devem permanecer à exposição da radiação ultravioleta C de acordo com as especificações de tempo e distância determinados pelas pesquisas e testes a serem realizadas pelo grupo. Destaca-se a presença de um sistema elétrico responsável pela regulação do tempo de funcionamento necessário, visando à segurança dos usuários e evitando gastos de energia excessivos.

Além disso, a pesquisa busca a democratização do conhecimento necessário para a montagem da caixa de esterilização. Com isso, também serão feitos manuais de montagem e vídeos explicativos sobre as especificidades da radiação UVC e a ação biofísica no coronavírus. Como planeja-se utilização para diferentes materiais, avalia-se a literatura para encontrar tempos ótimos de exposição à irradiação, além de minimizar o custo para mais ampla disseminação da caixa. Os manuais de montagem e vídeos explicativos serão disponibilizados de maneira open source.


A origem

O edital de combate à COVID-19 na Universidade Federal do ABC (UFABC) foi um tema muito comentado durante as reuniões do grupo de pesquisa Óptica e Acústica da universidade, coordenado pelo professor Antônio A. R. Neves. Em uma dessas reuniões, surgiu a ideia da aplicação de radiação ultravioleta-C no combate à COVID, inspirado em projetos prévios – assim como o protótipo visto abaixo – na irradiação de alimentos. Métodos de irradiação similares já se tornaram protocolos hospitalares em outros países, como os Estados Unidos, irradiando máscaras N95 em hospitais para reutilização. Assim, nasceu o projeto BURN. 

 

Figura 1-(A): Vista lateral da caixa. (B): vista superior da caixa aberta; nela, notam-se a manta asfáltica e circuito de lâmpada

 

Metodologia

 

Assim como qualquer outra pesquisa, o projeto demanda muito estudo prévio e investigação de fontes de credibilidade que tragam informações e experimentos úteis para a elaboração, desenvolvimento e aplicabilidade do esterilizador. Além disso, é necessário realizar testes que definem as especificações de tempo e distância necessários à desinfecção eficiente, a partir dos materiais e dimensões das diferentes superfícies e levando em consideração as precauções a serem destacadas ao futuro público.

A partir de estudos prévios, também é possível conhecer modelos matemáticos que estimem tais especificações, otimizando os experimentos e aumentando a diversidade conhecida de materiais a serem desinfetados. Ainda se faz necessário certificar-se da eficiência do esterilizador, uma vez que a presença do vírus não é notada a olho nu. Dessa forma, para garantir a aplicabilidade do produto e conquistar a credibilidade dos consumidores, a técnica de fotobranqueamento será aplicada para validar o método.

 

O grupo

 

O grupo é constituído pelo Professor Orientador Antonio Alvaro Ranha Neves e por discentes bolsistas e voluntários: Ana Carolina Ratti, Daniel Argumedo, Felipe Menossi e Silva, Gabriel Leal, Guilherme Galhardo, Letícia Foiani, Matheus Pessôa, Mauri Pedroso, Pedro Henrique Olyntho e Sarah Aquino.

A heterogeneidade do time, que inclui também duas alunas ingressantes, se faz a partir de diferentes áreas da graduação e pós graduação em Física, Química, Nanociências de Materiais Avançados, Engenharia Aeroespacial, Engenharia Mecânica e Engenharia Biomédica, o que enriquece o projeto e a troca de conhecimentos.

 

Se interessou pelo projeto?  Você pode acompanhar o seu desenvolvimento e aprender um pouco mais sobre através das nossas redes sociais!

 

Instagram: @projeto.burn

Facebook: https://tinyurl.com/y3xsaubu

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