Facebook Twitter Instagram YouTube

Lua de Sangue: entenda como funciona o Eclipse (V.1, N.2, P.7, 2018)

Tempo de leitura: 7 minutos
#acessibilidade imagem da Lua de Sangue

eclipselunar - Lua de Sangue: entenda como funciona o Eclipse (V.1, N.2, P.7, 2018)

#acessibilidade Imagem do alinhamento Sol-Terra-Lua.

A Lua é um corpo celeste que não emite luz, apenas reflete a luz do Sol e por isso é chamada de corpo iluminado. Quando a Terra se posiciona entre a Lua e o Sol, a maioria dos raios solares é bloqueada pela Terra e a Lua se encontra numa região de sombra chamada Umbra. Neste momento acontece o Eclipse Lunar. Os eclipses lunares acontecem sempre em Luas Cheias, mas não em todas elas, pois como as órbitas da Lua em torno da Terra e da Terra em torno do Sol estão em planos diferentes, o alinhamento não é frequente.

WhatsApp Image 2018 07 26 at 19.32.21 - Lua de Sangue: entenda como funciona o Eclipse (V.1, N.2, P.7, 2018)

#acessibilidade Plano da órbita da lua em torno da Terra inclinada em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol.

Durante o eclipse, é possível acompanhar a Lua entrando na região de penumbra até a umbra, fase de eclipse total, e, mesmo nesse momento, a Lua ainda pode ser observada. Para entender a cor diferente da Lua durante o eclipse precisamos lembrar que os raios solares são formados de luz branca, que é uma composição de todas as cores. Quando a luz atravessa um meio, por exemplo, as gotas de chuva, as cores se separam, pois cada uma se propaga com velocidade diferente no meio. Esse fenômeno é chamado refração e é o que dá origem aos arco-íris, com cores indo do violeta ao vermelho. A cor vermelha é a que refrata menos. Desse modo, quando o eclipse é total, a luz solar se espalha na atmosfera e os tons mais próximos ao violeta se dispersam e não são observados, somente o tom vermelho é visível. A Lua adquire então uma luminosidade avermelhada e, por esse motivo, é chamada de Lua de Sangue.

Dia 27 de Julho acontecerá uma Lua de Sangue, que será visível em todo Brasil. No entanto, algumas regiões não verão todas as fases do eclipse, pois isso depende da hora em que a Lua nasce no céu. As regiões mais a leste verão um eclipse mais longo.

Durante o eclipse, outros astros podem ser observados também, aproveitando o momento de mais escuridão no céu. Marte, especialmente, estará bem próximo da Lua e poderá ser apreciado com mais facilidade no momento de eclipse total.

Para observar um eclipse lunar não é necessário nenhum telescópio ou luneta e nenhuma proteção aos olhos. Uma região com pouca luz artificial facilita a observação, por isso locais afastados da cidade são melhores.

Em São Paulo, a Lua nascerá às 17:40, já em região de penumbra.  

Fontes:

Fonte da imagem destacada: NASA

Fonte da imagem 1: Lucas Gibim Rodrigues https://iaaa.org/member-portfolio/?member=221

Fonte da imagem 2: Lucas Gibim Rodrigues https://iaaa.org/member-portfolio/?member=221

Lunar Eclipse Page, https://eclipse.gsfc.nasa.gov/lunar.html. Acesso em 24 de Julho de 2018.

Calendário Solar e Lunar, http://www.apolo11.com/efemerides.php. Acesso em 24 de Julho de 2018.

Observatório Nacional, http://www.on.br/index.php/pt-br/ultimas-noticias/420-eclipse-total-da-lua-do-dia-27-sera-o-mais-longo-do-seculo-xxi. Acesso em 25 de Julho de 2018.

Para saber mais:

Astronomia e Astrofísica, http://astro.if.ufrgs.br/eclipses/eclipse.htm.  Acesso em 24 de Julho de 2018.

Compartilhe:

Responder

Seu endereço de e-mail não será publicado. Obrigatório *