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Colesterol pode ser bom? (V.1, N.3, P.8, 2018)

Tempo de leitura: 8 minutos
#acessibilidade Estrutura química de uma molécula de colesterol.

Comentários maldosos constantemente envolvem a palavra química. – “Essa tintura tem muita química!!”. – “Não coma este alimento, pois é cheio de química!!”. Da mesma forma, a palavra colesterol aparece no imaginário popular como algo pernicioso, que sempre causa problemas à saúde. São dois injustiçados! A química aparece como ciência central na resolução de problemas e o conhecimento de suas leis constitui uma das maiores causas de avanço civilizatório à humanidade. Tintas, cosméticos, alimentos, dentre outros, são exemplos deste avanço alavancado pela química. Em contrapartida, a química aparece também como causadora de doenças, poluição, contaminação, que sem dúvida são aspectos negativos relacionados a esta palavra.

O colesterol é outro destes agentes dicotômicos e mal interpretados ao pé da letra. Ele é um tipo de gordura presente no organismo que ora aparece como um ser benéfico, ora como algo pernicioso. Níveis elevados aparecem como uma das mais comuns fontes de problemas de saúde, muitas vezes relacionados a cardiopatias e infecções na circulação de forma geral. Mas afinal, dentro deste contexto, o que é colesterol bom? Antes de tudo, deve-se classifica-lo por tipo. A classificação atual mais aceita é referente à densidade relativa desta molécula. Os tipos são HDL, LDL e VLDL, que siginificam “High Density Lipoprotein”, “Low Density Lipoprotein” e “Very Low Density Lipoprotein”, respectivamente, ambas as siglas oriundas do inglês, que em tradução direta podem ser chamadas de Lipoproteína de Alta Densidade, Baixa Densidade e de Muito Baixa Densidade.

O HDL (chamado também de “colesterol bom”) é produzido naturalmente pelo organismo. Dentre seus benefícios, um papel importante é o de conseguir “carregar” outras formas de colesterol ao fígado, que posteriormente remove a gordura de seu corpo, evitando, portanto, complicações cardiovasculares e entupimento de veias e artérias. Os análogos LDL e VLDL aparecem como formas “ruins”, que gostam de se depositar no sistema vascular, bloqueando o fluxo de sangue, o que provoca problemas severos de saúde, dentre eles o infarto do miocárdio. Neste papel, o HLDL é o principal vilão e o que mais apresenta esta tendência perniciosa de se depositar no sistema vascular. Qual a melhor saída então? Aumentar os níveis de HDL! Para subir os níveis de colesterol bom, são necessárias medidas saudáveis, como a pratica de exercícios regulares, limitar a ingestão de álcool e evitar o tabagismo, consumir alimentos com baixas taxas de gorduras saturadas, ou seja, evitar alimentos com gordura de origem animal, consumir alimentos com “gorduras boas”, como abacate, nozes e óleo de oliva extra virgem, dentre outras medidas.

Do ponto de vista bioquímico, o colesterol aparece como precursor natural de hormônios, como progesterona, testosterona, estradiol, dentre outros, além da vitamina D, essencial para a manutenção dos ossos e para evitar doenças como o raquitismo. Por aparecer com estas funções precursoras no corpo, podemos dizer que ele é mais que bom, mas essencial para a manutenção do organismo.

Os níveis de controle de colesterol no organismo podem ser acompanhados por exames de sangue. Estes índices de referência média para pessoas saudáveis são iguais 190 mg/dl  (miligramas por decilitro) de sangue para colesterol total (soma de HDL, LDL e VLDL). Índices maiores que 250 mg/dl são considerados elevados. O colesterol “bom” deve estar preferencialmente acima de 40 mg/dl de concentração. Entre 190 e 250, o nível de colesterol total é considerado “limítrofe” e as medidas de saúde devem ser iniciadas imediatamente para evitar maiores complicações. Índices de colesterol VLDL, ao contrário do HDL, devem ser ao máximo evitados. Quanto mais VLDL, maiores os problemas relacionados a colesterol.

Sendo assim, cuide muito bem de sua saúde e não “crucifique” o seu (algumas vezes) amigo colesterol!

Fontes:

Fonte da imagem destacada: By BorisTM [Public domain], via Wikimedia Commons

https://pt.wikipedia.org/wiki/Colesterol, acessada em 17/07/2018

https://medlineplus.gov/hdlthegoodcholesterol.html, acessada em 17/07/2018

http://labs.icb.ufmg.br/lbcd/prodabi3/grupos/grupo3/colesterol.html, acessada em 17/07/2018

https://clinicaviveresanus.com.br/controlar-o-colesterol/, acessada em 17/07/2018

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2 comentários em “Colesterol pode ser bom? (V.1, N.3, P.8, 2018)

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