Procornitermes araujoi

Família: Termitidae Subfamília: Syntermitinae O cupim da semana está de volta com uma espécie do Cerrado brasileiro, o Procornitermes araujoi, descritos em 1952 por Alfred Emerson. Os soldados dessa espécie, como todos os Syntermitinae, utilizam tanto defesa mecânica, quanto química, através de substâncias expelidas pelo naso. Suas mandíbulas são bem pontiagudas e possuem a cabeça num tom alaranjado, levemente retangular quando vista de cima, mas com a parte da frente um pouco mais estreita. O ninho desses cupins são arredondados, cujas paredes externas são grossas, mas não tão rígidas, construídas com pedaços de solo e fezes. É comum que microrganismos …

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Uncitermes

Família: Termitidae Subfamília: Syntermitinae O cupim dessa semana é o gênero Uncitermes, que inclui atualmente duas espécies, ambas com distribuição conhecida para a região amazônica: Uncitermes almeriae e U. teenavi. O gênero Uncitermes foi descrito em 2012, mas uma de suas espécies já era conhecida pela ciência desde 1925, quando o pesquisador Alfred Emerson à descreveu como pertencente ao gênero Armitermes (A. teevani). Mas como você sabe, a ciência está em constante mudança, por isso, em 2012, Rocha e colaboradores, estudando a morfologia de todas as espécies do então gênero Armitermes, concluíram que U. teenavi compartilhava muito mais características com as …

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Indotermes maymensis

Família: Termitidae Subfamília: Apicotermitinae O cupim desta semana não é tão íntimo de nós brasileiros, até porque o bicho vive literalmente do outro lado do mundo, em um país do sudeste asiático chamado Mianmar. Os Indotermes maymensis carregam esse nome como referência à cidade onde foram descritos pela primeira vez: Maymyo, na região central do país. Essa cidade atrai muitos olhares de turistas, principalmente pelo maravilhoso jardim botânico Kandawgyi. Apesar de não ser tão conhecido como outros países da região, como Tailândia e Bangladesh, Mianmar foi por muito tempo um importante centro de intercâmbio cultural e material da Ásia. Algumas …

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Rhinotermes marginalis

Família: Rhinotermitidae Esta semana trazemos à vocês um cupim que é quase um Pablo Picasso, mas digamos que suas “pinceladas” são um pouco mais violentas. Apresentamos: Rhinotermes marginalis, uma espécie descrita em 1758, por ninguém mais, ninguém menos que Lineu (não, não é o Lineu da grande família), o sueco que inventou esse jeito científico de nomear as espécies, que chamamos de “nomenclatura binomial”. Já percebeu que todas as espécies possuem duas palavras em seus nomes científicos? Não diferente disso, nosso cupim da semana carrega o nome do gênero ao qual ele pertence (“Rhinotermes”), e a segunda palavra (“marginalis”), é …

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Bioindicadores: Precisamos falar de preservação de áreas naturais.

Neste texto, trazemos à vocês uma parceria especial com o projeto Bicho-Folha, da Unesp de Assis. Vamos falar como estudar alguns organismos pode nos dar dicas importantes sobre o quanto uma área está sendo impactada ou degradada. Esses carinhas que podem “nos dizer” essas informações preciosas são chamados de bioindicadores. Mas afinal, quem são esses tais bioindicadores?! São seres vivos ou conjunto de seres vivos que estão intimamente relacionados ao ambiente, e são impactados de alguma forma pelas variações em seus habitats, de modo que nós possamos medir/quantificar esse impacto. E isso é verdade tanto para uma espécie (que pode …

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Syntermes dirus

Família: Termitidae Subfamília: Syntermitinae Se você acha que a cidade de São Paulo é grande demais pra você, é porque não conheceu as inúmeras estruturas que os cupins dessa semana construíram no nordeste brasileiro. Trazemos à vocês a espécie Syntermes dirus, os cupins arquitetos com mania de grandeza, que construíram montículos de terra que chegam aos 20 metros de largura e 3 metros de altura, mas calma que não para por aí.  Um estudo estimou que são cerca de 200 milhões dessas estruturas (chamadas de murundus na região, ou montículos), que cobrem uma área de 230.000 km² do nosso país …

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Acangaobitermes

Família: Termitidae Subfamília: Syntermitinae O Cupim dessa Semana traz para vocês o gênero Acangaobitermes, descrito em 2011. Nesse gênero há somente uma espécie descrita, cujo nome é Acangaobitermes krishnai, uma homenagem ao termitólogo, Kumar Krishna – você se lembra da nossa publicação no dia nacional da ciência, sobre o termitólogo Renato Araújo?! Pois é, olha ele com o Krishna na foto ao lado. Os Acangaobitermes são conhecidos apenas do Brasil, e todas as amostras já coletadas foram de bichos que estavam no solo, ou como inquilinos intrusos nos ninhos de outras espécies. Pelo que tudo indica, costumam viver em regiões …

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Cupins da Embraer – De onde vem as “aleluias” e como são produzidas?

Você já reparou que em algumas épocas do ano nossas casas ficam cheias de siriris/aleluias? Quando eu era criança, minha casa ficava tão cheia desses bichos, que eu pensava que a qualquer hora eu iria engolir um! Lembro de me sentar no sofá para ver TV, e só prestar atenção nos bichos voando (eu tinha medo!). Quando tudo aquilo passava eu ficava aliviado pensando: “De onde todos aqueles carinhas vieram? Por que sempre aparecem na mesma época do ano?”. Aposto que essas curiosidades não são só minhas, mas de muita gente. Então espero que esse texto mate a curiosidade de vocês!  …

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Heterotermes tenuis

Família: Rhinotermitidae O cupim dessa semana é a espécie Heterotermes tenuis. Eles são muito abundantes aqui na América do Sul, ocorrendo em toda essa região laranja do mapa. Entre todas as 32 espécies do gênero Heterotermes, ela é a mais fácil de se encontrar. Apesar de sua abundância, pouco se sabe sobre a biologia desses animais, afinal seus ninhos são bem escondidos e protegidos dentro de madeira podre ou em cascas de troncos mortos. Provavelmente, se você andar em alguma trilha por aí, vai passar perto deles e nem se dará conta de que ali está cheio de H. tenuis. Se …

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Pequenas “joias” nos intestinos de cupins revelam uma diversidade desconhecida

Recentemente uma nova espécie de Orangotango foi encontrada por cientistas nas Ilhas de Sumatra. Super legal, né? Encontrar novas espécies de mamíferos é super difícil, porque tem bastante gente estudando, e então, a probabilidade de achar espécies novas é bem menor. Por isso é muito mais difícil encontrar uma espécie nova de orangotango do que de um cupim. Mudando de orangotango para cupim, porque isso aqui é uma página de cupins E você sabe quantas espécies novas de cupins foram descobertas por cientistas só nos últimos dois anos? 13 espécies novas! Hoje, conhecemos aproximadamente 3 mil espécies de cupins no mundo todo, e elas são organizadas em …

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