Tráfico de animais silvestres (V.2, N.12, P.3)

Tempo estimado de leitura: 3 minuto(s)

Divulgadora da Ciência: Lilian Sayuri Fitorra

 

 

O comércio ilegal de animais silvestres no Brasil é uma prática que data desde a época do descobrimento e infelizmente ainda é uma realidade. O tráfico de animais para serem vendidos como animais de estimação movimenta milhões de reais por ano e, apesar da atividade de captura e comércio de espécies nativas ser proibida desde 1967 (Lei Federal 5.197), são inúmeras as justificativas usadas para comprar um animal ilegal. Algumas pessoas alegam desconhecimento; outras compram ilegalmente pela comparação com o valor de criadores legalizados; algumas acreditam em crendices ligadas a curas de doenças; outras compram por dó ou porque gostam de muito animais, ou até mesmo por modismo influenciado por famosos.

 

Foto: Lilian Sayuri Fitorra

Independentemente da justificativa, todos esses animais são caçados e cruelmente retirados do seu ambiente natural, são transportados amontoados e em locais inapropriados. Durante todo esse caminho, milhares de animais são mortos todos os anos e os que sobrevivem vivem anos trancamos em gaiolas, impedidos de pareamento e reprodução; com dieta, comportamento e ambiente totalmente incompatíveis com a biologia da espécie.

 

Foto: Lilian Sayuri Fitorra

 

Nesse mundo cruel do tráfico de animais silvestres, o canto melodioso, a beleza e a habilidade de imitar vozes fizeram as aves o grupo mais traficado no Brasil, seguido pelos répteis e mamíferos. Os mamíferos são caçados por seu carisma, e algumas espécies por sua inteligência e interação com os seres humanos. Já os répteis, sofrem com crendices ligadas a curas de doenças, e outros pela falta de conhecimento da biologia da espécie. Entre as espécies mais traficadas estão: canário-da-terra (Sicalis flaveola), trinca-ferro (Saltator similis), coleirinha (Sporophila caerulescens), papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), jabuti (Chelonoidis carbonaria), iguana (Iguana iguana), sagui (Callithrix spp.) e macaco prego (Sapajus spp.).

 

Foto: Lilian Sayuri Fitorra

 

Essa exploração descontrolada leva ao desaparecimento de centenas de espécies e ao desequilíbrio ecológico, tudo isso porque alguém COMPRA esses animais.

 

Ajude a combater o tráfico de animais silvestres, não compre, denuncie.

 

Imagem destacada: Pixabay

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