5.  SOCIOINTERACIONISMO: UMA PROPOSTA APLICADA EM AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

O tema desta aula são os fundamentos em Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) e o sociointeracionismo aplicado ao ensino a distância. O seu objetivo é conhecer os diferentes tipos de AVAs e relacionar a teoria de Vygotsky com a prática da tutoria em EaD. O conteúdo constitui os conceitos e os principais tipos de AVAs utilizados no Brasil: Teleduc, Moodle e Tidia-ae e também o conceito de tutoria sociointeracionista. A metodologia utilizada é a leitura de um texto.

Para esta aula, você realizará duas atividades. Acesse os links das atividades, leia o texto e execute o que for determinado. Você também encontra o texto pelo link “Conteúdo programático”, no título da aula. Bom estudo!!

Clique nos links abaixo para acessar o conteúdo da Aula 5

5.1 AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

5.2. TELEDUC

5.3. MOODLE

5.4. TIDIA-AE

5.5. APRENDIZAGEM E INTERAÇÃO SOCIAL

5.6. A INTERAÇÃO POR MEIO DO DIÁLOGO

5.7. APRENDIZAGEM COLABORATIVA

5.8. PRATICANDO UMA TUTORIA SOCIOINTERACIONISTA

Atividade 9: Nesta atividade, você deve escolher três características do AVA Tidia-Ae que podem ser integradas à teoria da aprendizagem sociointeracionista. Escreva suas impressões de forma sucinta.

  • Dedicação: 30 min;

  • Prazo: 17/02;

Acesse a Atividade 9 - Aula 5 para enviar seu texto.

Atividade 10: Nesta atividade, você deve assistir ao vídeo disponível no link a seguir - uma entrevista com a professora Marta Khol de Oliveira da USP. Baseando-se no texto da aula e no vídeo assistido, você deve escrever um exemplo no qual o tutor apresente uma postura interacionista e descrever quais seriam as ações relacionadas com esta postura.

  • Dedicação: 40 min;

  • Prazo: 17/02;

Acesse a Atividade 10 - Aula 5 para enviar seu texto.

Aula 5

5.1 AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

    De acordo com Santos (2003), Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) podem ser definidos como ambientes na Web utilizados por educadores, comunicadores e técnicos em informática para o desenvolvimento de interação síncrona e assíncrona entre professores e alunos que se encontram geograficamente separados. Além disso, um AVA tem a característica de agregar diferentes ferramentas e funcionalidades que permitem o acesso a conteúdos e a realização de atividades propostas de uma determinada disciplina, dentre outros recursos. Para ser possível este aprendizado através de um AVA, é necessária a utilização de tecnologias, como o computador e a Internet.

     Pode-se dizer que os AVAs são softwares produzidos especificamente para a educação, seja em escolas, universidades, empresas ou organizações, e que auxiliam na realização e gerenciamento de cursos acessíveis pela Internet. Por isso, eles possuem o objetivo de ajudar os professores no gerenciamento de conteúdos para seus alunos e na administração do curso, além de permitir o acompanhamento do desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes.
Para Almeida (2003), o ensino com a utilização de ambientes virtuais de aprendizagem significa:

  

 1. Planejar e propor atividades que propiciem a aprendizagem significativa do aluno;


 2. Disponibilizar materiais de apoio com o uso de múltiplas mídias e linguagens;


 3. Ter um tutor que atue como mediador e orientador do aluno;


 4. Incentivar a busca de fontes de informações e a realização de experimentações;


 5. Provocar a reflexão sobre processos e produtos e;
6. Favorecer a formalização de conceitos.

 

     O número de ambientes virtuais de aprendizagem cresce a cada dia, pois a utilização destas ferramentas trouxe à EaD não só a autonomia e construção coletiva do conhecimento, mas também a possibilidade da participação ativa dos alunos, professores e tutores, além do incentivo à responsabilidade e dedicação dos mesmos para com o aprendizado.


5.2. TELEDUC


     O ambiente virtual de aprendizagem TelEduc foi criado em 1997, mas o lançamento oficial do software aconteceu só em 2001, tendo de imediato, grande aceite, principalmente por instituições do Ensino Superior Brasileiro. Teleduc é um software livre que permite a criação, participação e administração de cursos online. Ele foi desenvolvido por pesquisadores do NIED (Núcleo de Informática Aplicada à Educação), da Universidade Estadual de Campinas (Ferreira, Joice, Rocha, 2003; TelEduc, 2012).
   O TelEduc apresenta uma interface simples e intuitiva, onde cada funcionalidade está presente em um ponto estratégico da página. O ambiente
possui um esquema de autenticação de acesso aos cursos e os recursos estão distribuídos de acordo com o perfil de seus usuários: alunos e formadores visualizam a imagem 1 acessando este ambiente (Rocha et al., 2011). 
Entre os recursos disponíveis tanto para alunos como para os professores (essa distinção é feita no momento do cadastro do participante no curso), destacam-se os seguintes (Rocha et al., 2011).:

Dinâmica do Curso: contém informações sobre a metodologia e a organização do curso;
Agenda: permite ao professor postar o que pretende ministrar em futuras aulas;
Parada Obrigatória: espaço onde o professor pode colocar atividades ou anúncios de maior prioridade;
Fórum de Discussão: ambiente onde os alunos podem discutir sobre determinado tópico criado pelo professor, através de respostas e
comentando as respostas do colega;
Bate-Papo: ambiente onde os alunos podem interagir em tempo real, onde cada comentário feito é visto por todos que estiverem na sala;
Perfil: espaço onde o aluno pode falar um pouco de si mesmo, tal como áreas de interesse e histórico de atividades já realizadas;
Diário de Bordo: ambiente que o aluno pode colocar pequenas anotações do que foi observado recentemente em materiais de estudo ou relatar
atividades e experiências realizadas; Material de Apoio: apresenta informações úteis relacionadas à temática do curso, subsidiando o desenvolvimento das atividades propostas;
Leituras: apresenta artigos relacionados à temática do curso e algumas sugestões de revistas, jornais, endereços na Web, etc.;
Perguntas Frequentes: contém a relação das perguntas realizadas com maior frequência durante o curso e suas respectivas respostas;
Correio: sistema de correio eletrônico que é interno ao ambiente;
Grupos: permite a criação de grupos de pessoas para facilitar a distribuição de tarefas;
Portfólio: ferramenta onde os participantes do curso podem armazenar textos e arquivos a serem utilizados ou desenvolvidos durante o curso,
bem como endereços da Internet; esses dados podem ser particulares ou compartilhados; se compartilhados, podem receber comentários.

Ja os recursos disponíveis somente para professores são:

1. Intermap: permite aos formadores visualizar a interação dos alunos;
2. Administração: permite a disponibilização de materiais nas diversas ferramentas do ambiente, bem como configurar opções em algumas
delas; além de permitir o gerenciamento de pessoas por curso;
3. Suporte: fornece o contato do formador com o administrador do TelEduc via e-mail.

A imagem 2 mostra a tela inicial de um curso, na visão de aluno, disponível no ambiente TelEduc. Pode-se ver que os recursos são alocados no menu esquerdo lateral, similar ao ambiente Tidia-Ae,(Rocha et al., 2011). Clique na maquina fotográfica e visualize imagem 2.


5. 3 O MOODLE

O Moodle foi criado em 2001 pelo cientista e educador Martin Dougiamas. No entanto, protótipos, ou seja, versões do projeto foram feitas e descartadas até 2002, quando foi lançada a versão 1.0, que se restringia a pequenos grupos de universitários. Ao longo dos anos, o sistema vem sendo aprimorado quanto aos seus recursos e seu desempenho, além de abranger atualmente vários grupos de usuários, de escolas primárias à empresas.  O Moodle é um projeto de código aberto e gratuito. Além disso, Dougiamas preza por procurar sempre aprimorar o sistema focado em uma característica principal: a aprendizagem colaborativa como uma atividade social que inclui produção de artefatos, como textos, para que sejam compartilhados com outros estudantes (Ribeiro, 2007; Moodle, 2012).
  O Moodle possui vários recursos, que possibilitam a realização de diversas atividades. Os recursos não promovem a interação dinâmica entre usuários, pois em geral são utilizados para os alunos gerenciarem materiais e conteúdos que ele deseja.  São eles (Filho, 2009).: recurso de livro, página de texto simples, página web, link a um arquivo ou site, visualização de diretórios (pastas que contêm arquivos) e inserção de rótulos.
  As atividades, diferentemente dos recursos, possibilitam a interação entre os alunos e destes com o professor, estimulando a cooperação social na busca e construção do conhecimento. São elas (Filho, 2009):

1. Recurso de livro, página de texto simples, página web, link a um arquivo ou site, visualização de diretórios (pastas que contêm arquivos) e inserção de rótulos.
As atividades, diferentemente dos recursos, possibilitam a interação entre os alunos e destes com o professor, estimulando a cooperação social na busca e construção do conhecimento.  São elas (Filho, 2009):

  As atividades, diferentemente dos recursos, possibilitam a interação entre os alunos e destes com o professor, estimulando a cooperação social na busca e construção do conhecimento. São elas (Filho, 2009):

 

1. Tarefas:para envio de documentos para o professor, aplicados como tarefa;


2. Glossários: dicionário de palavras;


3. Lições: questões elaboradas;


4. Questionários: trabalha com banco de questões;


5. Wikis: páginas construídas coletivamente;


6.  Pesquisas: conjunto de questões preestabelecidas;


7. Escolhas: pesquisas com apenas uma questão;


8. Salas de chat e fórum: que essencialmente funcionam como no TelEduc.

 

A imagem 3 apresenta a tela inicial do Moodle.

Clique na imagem para ampliar.

A imagem 4 mostra a tela inicial de um curso no Moodle (Rocha et al., 2011).

 

Clique na imagem para ampliar.


 5.4. TIDIA-AE

 O Tidia-Ae é um ambiente colaborativo que gerencia cursos e atividades de aprendizado, dando suporte ao ensino presencial e eletrônico. O sistema reúne ferramentas de software desenvolvidas especialmente para ajudar alunos, professores, instrutores e pesquisadores em suas ações.

  Usando um navegador web, os usuários podem criar um portal que reúna suas necessidades de aprendizado por meio de um conjunto de ferramentas (Tidia-Ae UFABC, 2012).

  O ambiente Ae é o resultado dos esforços do projeto Tidia-Ae, financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).  Esta paltaforma é um portal e ambiente que pode ser usado em várias situações (Tidia-Ae UFABC, 2012), como por exemplo:

 

1- O professor cria worksite(s) e disponibiliza conteúdos e atividades das aulas para seus alunos acompanharem sua disciplina;


2- Um gerente de projeto pode criar worksite(s) e compartilhar recursos, anúncios, documentos, links e outros via web;


3- Um instrutor pode criar worksite(s) como local de discussão para que os estudantes colaborem em atribuições do curso;


4- Um estudante pode criar um worksite(s) da classe para trabalhar exercícios, discutir e executar experimentos online.

 

Na sequência, podemos visualizar algumas ferramentas da plataforma Tidia-Ae que estrututuram as interações colaborativas.

1.    Avisos: Exibe críticas, elogios e informações gerais; 

                                                        Clique na imagem para ampliar.

 

2.    Bate-Papo: Conversas em tempo real, chat com duas ou mais pessoas;

 

Clique na imagem para ampliar.

3.    Quadro de Notas: Calcula o histórico de notas;

 

Clique na imagem para ampliar.

4.    Cronograma: Exibe calendário, eventos e prazos do worksite;

Clique na imagem para ampliar.

5.    Exercício: Gerencia atividades online, vinculado ao quadro de notas;

 

Clique na imagem para ampliar.

6.    Participantes: Lista de todos os inscritos no site;

 

 

Clique na imagem para ampliar.

7.    Página Inicial: Mostra o curso, menu e  funcionalidades;

 

 

Clique na imagem para ampliar.

 Na UABC/UFABC, utilizamos o Tidia-Ae e nas próximas aulas você ficará mais familiarizado com essa ferramenta. Mas entendemos que, para uma EaD eficaz, a prática precisa estar unida com a teoria. No caso específico do nosso curso, utilizamos a teoria sociointeracionista e é ela que você irá conhecer mais profundamente, para que possa aplicar esses conhecimentos na prática da tutoria em EaD.

 


5.5. APRENDIZAGEM E INTERAÇÃO SOCIAL

   No caso específico do nosso curso, utilizamos a teoria sociointeracionista e é ela que você irá conhecer mais profundamente, para conseguir ter uma boa prática de tutoria. Na educação, a aprendizagem é um fator determinante para entender como se dá a construção do saber. Para tanto, podemos definir aprendizagem como a "construção de estruturas de assimilação". Nesse contexto, sabe-se que o conhecimento surge a partir daí, na interação entre o sujeito e o "ambiente". Assim, existem dois elementos fundamentais para que essa interação ocorra e que possa influenciar no modo como o sujeito apreende esse conhecimento. Eles são a motivação e a afetividade (SILVA, 2006).
     A afetividade influencia diretamente o desenvolvimento intelectual, pois, segundo a teoria "construtivista interacionista" de Vygotsky, ela é o combustível que regula a interação entre os sujeitos e o meio.</p>
     A motivação surge dessa relação entre a afetividade e a interação, pois ao estabelecer relações com outras pessoas, os alunos adquirem confiança e respeito pelos seus colegas, resultando numa motivação intrínseca, que faz com que surjam trocas de conhecimento.


 5.6. A INTERAÇÃO POR MEIO DO DIÁLOGO

Na concepção sociointeracionista, o papel do professor muda. Ele deixa de ser um "transmissor" de conhecimento para ser um "gerenciador de entendimento". Nesse contexto, o professor disponibiliza informações, preparando os alunos para a interação e para o diálogo. O papel do aluno também muda, pois deixa de ser um receptor passivo e passa a ser responsável pela sua atuação, além de tornar-se também um socializador de conhecimentos com os colegas (SILVA, 2006, p. 260-261).

 Essa comunicação "ocorre quando há pontos divergentes e posições diferentes que precisam ser compreendidas. O papel do diálogo é tão importante para interação que Paulo Freire (1999) propõe uma concepção dialógica do ensino" (SILVA, 2006, p. 261).

 Neste universo do ensino, entende-se que o ambiente ideal para que o sujeito se beneficie dessa interação é em um grupo de alunos heterogêneo, com níveis cognitivos diversos, pois seria no conflito que ocorreria um maior estímulo da zona do desenvolvimento proximal.

 Sendo assim, a forma ideal de estimular os alunos seria nas relações dialéticas e não com falsos estímulos/premiações de atividades, notas e avaliações. No caso específico da EaD, pode-se promover esse diálogo nos chats, fóruns e se beneficiar assim, do contato heterogêneo, que é um consenso na EaD, já que o perfil do aluno virtual é muito variado.

 Entretanto, um diálogo não pode surgir só nas divergências, pois na educação (incluindo EaD) o aprendizado de se dá nas formas mais diversas. Como exemplo, podemos citar a importância de verificar como está o processo de aprendizagem do aluno, se ele está assimilando bem o conhecimento disponibilizado. E essa interação além de importante,  não é conflituosa.


 5.7. APRENDIZAGEM COLABORATIVA

Paulo Freire (1999) apresentou a concepção que o sujeito contribui para a formação do seu próprio saber. Ele rejeita a ideia de conhecimento transmissivo, pois, como já elucidamos na nossa primeira aula, somos indivíduos e não softwares. Assim, não fazemos downloads de conhecimento; portanto, não o transmitimos, nós o vivenciamos.

 Sendo assim, "Ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção" (FREIRE,1999, p.22).

  Para o autor, existe um processo duplo de troca de papéis, no qual professores e alunos trocam de lugar, ou seja, quem ensina também aprende e quem aprende também ensina.

 Por isso, a aprendizagem não seria estanque e sim colaborativa, uma educação para a promoção da autonomia, que Freire define como um vir a ser, um processo, um amadurecimento.

  A autonomia e a aprendizagem colaborativa têm sido muito discutidas na EaD, pois, segundo Silva (2006), as tecnologias empregadas na EaD e o apoio pedagógico utilizado nessa ferramenta têm se tornado cada vez mais interativos, privilegiando o diálogo em detrimento da aprendizagem individual.
 O modelo social de EaD proposto teria como objetivo transformar o processo de ensino/aprendizagem em algo coletivo, renegando o modelo de educação individualista, que é competitivo, e privilegiando a aprendizagem colaborativa e a interação social.

QUE ATITUDES DEVEMOS INCENTIVAR NOS ALUNOS?"Comprometimento, negociação, troca de conhecimento, entendimento compartilhado do problema e ajuda mútua" (Silva, 2006, p. 271).

 

5.8. PRATICANDO UMA TUTORIA SOCIOINTERACIONISTA

<p style="text-align: justify;"><strong> </strong> Depois de pensarmos sobre todas essas questões teóricas, surge a dúvida: como trabalhar uma tutoria para promover a autonomia baseada no modelo sociointeracionista?<br /> Adoraríamos dizer que é fácil, mas, infelizmente, não é, pois quando se trata de educação, não existem fórmulas prontas, pois as pessoas lidam com a vida de formas distintas. Desta forma, é necessário, então, que o tutor seja flexível e esteja disposto a se renovar sempre.<br /> Todavia, vamos apresentar sugestões de ações e atitudes que vocês podem aplicar em sua tutoria. Lembrem-se que são sugestões, pois o fazer pedagógico é um vir a ser, ou seja, vocês devem ser criativos e flexíveis.<br /> A primeira questão a ser entendida é que na EaD existe uma sensação natural de isolamento, pois de fato o aluno está sozinho, no que diz respeito à presença física de outros alunos. Mas, apesar disso, o tutor jamais deve deixar que esse aluno se sinta sem apoio e sozinho. Ele precisa se sentir assessorado durante todo o processo.<br />Assim, para a promoção do aprendizado colaborativo, é essencial:</p>
<table style="border-color: #000000; border-width: 0px; border-style: solid;" border="0">
<tbody>
<tr>
<td style="border-color: #000000; border-style: solid; border-width: 1px;">
<p>1- A formulação de um objetivo comum para a aprendizagem;</p>
<p style="text-align: justify;">

2- Estimular a busca de elementos da vida real;

</p>
<p style="text-align: justify;">3- Estimular o posicionamento crítico dos alunos;

</p>
<p style="text-align: justify;">4- Dividir a responsabilidade pela facilitação;

</p>
<p style="text-align: justify;">5- Estimular recursos;

</p>
<p>6- Promover a autonomia dos alunos, (Silva, 2006, p.282).</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;"><br style="text-align: justify;" />E em relação à parte prática da tutoria, o lidar com os alunos, como fazer? Para se tornar um mediador do conhecimento, como vimos nas aulas anteriores, o tutor pode agir de acordo com algumas técnicas. Uma delas é o método socrático, que seria sempre responder às perguntas ou comentários dos alunos com provocações e perguntas (SILVA,2006).</p>
<table border="0">
<tbody>
<tr>
<td style="border-color: #000000; border-style: solid; border-width: 1px;">
<p><strong>MÉTODO SOCRÁTICO - EXEMPLO</strong>

</p>
<p><strong>Aluno:</strong> Eu acho que a EaD é uma forma muito democrática de educação, pois as pessoas podem acessar as aulas de qualquer local.

</p>
<p><strong>Tutor:</strong> Mas será que é democrática mesmo? Poder ter acesso à aula em qualquer lugar é a única coisa que torna a EaD democrática?</p>
<p><strong>

Aluno:</strong> Acho que a EaD é algo livre, faço o meu horário. E somos livres mesmo, mas dentro das normas.

</p>
<p><strong>Tutor:</strong> Será que é liberdade? O que é liberdade para você?</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;"><br />Esses são alguns exemplos que vocês podem utilizar na sua prática de tutoria. Mas, lembrem-se sempre: cada pessoa é única; portanto, não existe uma fórmula pronta. Assim, conheça cada aluno, os seus contextos e a partir dessa relação estabelecida entre vocês, aplique os conhecimentos do sociointeracionismo. As palavras chave são: mediação, interação, relações sociais e cultura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>QUER SABER MAIS?</strong></p>
<hr />
<p style="text-align: justify;">Assista a entrevista com a professora livre-docente Marta Kohl de Oliveira, da USP, que fala sobre aprendizagem, desenvolvimento e Vygotsky.</p>
<p><iframe style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://www.youtube.com/embed/pZFu_ygccOo" frameborder="0" width="400" height="300"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><br /><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>
<hr />
<p style="text-align: justify;">ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Educação a distância na Internet: abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. 2003, v. 29, n. 2, pp. 327-340.<br />FERREIRA, Thaisa Barbosa. JOICE, Lee Otsuka. ROCHA, Heloísa Vieira da. Interface para Auxílio à Avaliação Formativa no Ambiente TelEduc. Campinas. UNICAMP. 2003.<br />FILHO, Athail R. Pulino. Conte com Moodle no próximo semestre. Manual do Moodle, Brasília, 2009.<br />FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 13ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999.<br />RIBEIRO, Rubens Takiguti. Desenvolvimento de Módulos de Controle Acadêmico para o Ambiente Moodle. Monografia (Graduação) – Curso de Ciência da Computação, Universidade Federal de Lavras, Lavras – Minas Gerais, 2007. Disponível em &lt;http://www.bcc.ufla.br/monografias/2006/Desenvolvimento_de_modulos_de_controle_academico_para_o_ambiente_MOODLE.pdf.&gt; Acessado em 01 de Dez. de 2012.<br />ROCHA, E. M.; TEDRUS, T. R.; IZIDA, A.; SOUZA, E. A.; PASCOAL, L. M. L.; SILVA, W. M. O ensino de matemática em Ava's: do Teleduc Ao Moodle. In: III Semana da matemática (SEMAT), 2011, Dourados. 2011.<br />SILVA, Marcos (Org.). Educação Online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2006.<br />SANTOS. Edméa Oliveira. Ambientes virtuais de aprendizagem: por autorias livre, plurais e gratuitas. In: Revista FAEBA, v.12, no. 18.2003.<br />_____________________. TIDIA UFABC. 2012. Disponível em &lt;http://tidia-ae.ufabc.edu.br/portal&gt; Acesso em 01/12/2012.<br />_____________________. TelEduc. 2012. Disponível em &lt;http://www.teleduc.org.br/&gt; Acesso em 01/12/2012.<br />_____________________. Moodle. 2012. Disponível em &lt;http://www.moodle.org.br/&gt; Acesso em 01/12/2012.</p>
<p> </p>
<p> </p>

 

 

 

 

 

 

5.3. MOODLE

O Moodle foi criado em 2001 pelo cientista e educador Martin Dougiamas. No entanto, protótipos, ou seja, versões do projeto foram feitas e descartadas até 2002, quando foi lançada a versão 1.0, que se restringia a pequenos grupos de universitários. Ao longo dos anos, o sistema vem sendo aprimorado quanto aos seus recursos e seu desempenho, além de abranger atualmente vários grupos de usuários, de escolas primárias à empresas.  O Moodle é um projeto de código aberto e gratuito. Além disso, Dougiamas preza por procurar sempre aprimorar o sistema focado em uma característica principal: a aprendizagem colaborativa como uma atividade social que inclui produção de artefatos, como textos, para que sejam compartilhados com outros estudantes (Ribeiro, 2007; Moodle, 2012).
  O Moodle possui vários recursos, que possibilitam a realização de diversas atividades. Os recursos não promovem a interação dinâmica entre usuários, pois em geral são utilizados para os alunos gerenciarem materiais e conteúdos que ele deseja.  São eles (Filho, 2009).: recurso de livro, página de texto simples, página web, link a um arquivo ou site, visualização de diretórios (pastas que contêm arquivos) e inserção de rótulos.
  As atividades, diferentemente dos recursos, possibilitam a interação entre os alunos e destes com o professor, estimulando a cooperação social na busca e construção do conhecimento. São elas (Filho, 2009):

1. Recurso de livro, página de texto simples, página web, link a um arquivo ou site, visualização de diretórios (pastas que contêm arquivos) e inserção de rótulos.
As atividades, diferentemente dos recursos, possibilitam a interação entre os alunos e destes com o professor, estimulando a cooperação social na busca e construção do conhecimento.  São elas (Filho, 2009):

  As atividades, diferentemente dos recursos, possibilitam a interação entre os alunos e destes com o professor, estimulando a cooperação social na busca e construção do conhecimento. São elas (Filho, 2009):

1. Tarefas:para envio de documentos para o professor, aplicados como tarefa;


2. Glossários: dicionário de palavras;


3. Lições: questões elaboradas;


4. Questionários: trabalha com banco de questões;


5. Wikis: páginas construídas coletivamente;


6.  Pesquisas: conjunto de questões preestabelecidas;


7. Escolhas: pesquisas com apenas uma questão;


8. Salas de chat e fórum: que essencialmente funcionam como no TelEduc.


A imagem 3 apresenta a tela inicial do Moodle.

Clique na imagem para ampliar.

A imagem 4 mostra a tela inicial de um curso no Moodle (Rocha et al., 2011).

 

Clique na imagem para ampliar.


 

5.4. TIDIA-AE


5.4. TIDIA-AE

 O Tidia-Ae é um ambiente colaborativo que gerencia cursos e atividades de aprendizado, dando suporte ao ensino presencial e eletrônico. O sistema reúne ferramentas de software desenvolvidas especialmente para ajudar alunos, professores, instrutores e pesquisadores em suas ações.

  Usando um navegador web, os usuários podem criar um portal que reúna suas necessidades de aprendizado por meio de um conjunto de ferramentas (Tidia-Ae UFABC, 2012).

  O ambiente Ae é o resultado dos esforços do projeto Tidia-Ae, financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).  Esta paltaforma é um portal e ambiente que pode ser usado em várias situações (Tidia-Ae UFABC, 2012), como por exemplo:

1- O professor cria worksite(s) e disponibiliza conteúdos e atividades das aulas para seus alunos acompanharem sua disciplina;


2- Um gerente de projeto pode criar worksite(s) e compartilhar recursos, anúncios, documentos, links e outros via web;


3- Um instrutor pode criar worksite(s) como local de discussão para que os estudantes colaborem em atribuições do curso;


4- Um estudante pode criar um worksite(s) da classe para trabalhar exercícios, discutir e executar experimentos online.

Na sequência, podemos visualizar algumas ferramentas da plataforma Tidia-Ae que estrututuram as interações colaborativas.


1.    Avisos: Exibe críticas, elogios e informações gerais; 

 

Clique na imagem para ampliar.


2.    Bate-Papo: Conversas em tempo real, chat com duas ou mais pessoas;

Clique na imagem para ampliar.


3.    Quadro de Notas: Calcula o histórico de notas;

Clique na imagem para ampliar.


4.    Cronograma: Exibe calendário, eventos e prazos do worksite;

Clique na imagem para ampliar.

5.    Exercício: Gerencia atividades online, vinculado ao quadro de notas;

Clique na imagem para ampliar.


6.    Participantes: Lista de todos os inscritos no site;

Clique na imagem para ampliar.


7.    Página Inicial: Mostra o curso, menu e  funcionalidades;

Clique na imagem para ampliar.

 Na UABC/UFABC, utilizamos o Tidia-Ae e nas próximas aulas você ficará mais familiarizado com essa ferramenta. Mas entendemos que, para uma EaD eficaz, a prática precisa estar unida com a teoria. No caso específico do nosso curso, utilizamos a teoria sociointeracionista e é ela que você irá conhecer mais profundamente, para que possa aplicar esses conhecimentos na prática da tutoria em EaD.


 

 

 

5.5. APRENDIZAGEM E INTERAÇÃO SOCIAL

<p style="text-align: justify;">  No caso específico do nosso curso, utilizamos a teoria sociointeracionista e é ela que você irá conhecer mais profundamente, para conseguir ter uma boa prática de tutoria. Na educação, a aprendizagem é um fator determinante para entender como se dá a construção do saber. Para tanto, podemos definir aprendizagem como a "construção de estruturas de assimilação". Nesse contexto, sabe-se que o conhecimento surge a partir daí, na interação entre o sujeito e o "ambiente". Assim, existem dois elementos fundamentais para que essa interação ocorra e que possa influenciar no modo como o sujeito apreende esse conhecimento. Eles são a motivação e a afetividade (SILVA, 2006).</p>
<p style="text-align: justify;"> A afetividade influencia diretamente o desenvolvimento intelectual, pois, segundo a teoria "construtivista interacionista" de Vygotsky, ela é o combustível que regula a interação entre os sujeitos e o meio.</p>
<p style="text-align: justify;"> A motivação surge dessa relação entre a afetividade e a interação, pois ao estabelecer relações com outras pessoas, os alunos adquirem confiança e respeito pelos seus colegas, resultando numa motivação intrínseca, que faz com que surjam trocas de conhecimento.</p>
<hr />
<p style="text-align: justify;"> </p>

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