Sirius, a “estrela mais brilhante do céu noturno”, é inaugurado! (V.1, N.6, P.4, 2018)

Facebook Twitter Instagram YouTube

Sirius, a “estrela mais brilhante do céu noturno”, é inaugurado! (V.1, N.6, P.4, 2018)

Tempo de leitura: 2 minutos
#acessibilidade Visão aérea do Sirius em 15 de Junho de 2018, com 68 mil metros quadrados de área construída.

No dia 20/11/2018, no campus do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), localizado em Campinas, SP, foi oficialmente inaugurada a primeira etapa da nova fonte de luz síncrotron brasileira – Sirius. Essa é, até hoje, a maior estrutura de pesquisa já concebida e executada no Brasil. Desde a construção civil – a estrutura do terreno deve garantir que não ocorram vibrações maiores que 50 nm (1 nm = bilionésima parte do metro) para não afetar a circulação do feixe de elétrons no interior do anel de armazenamento – até o projeto das linhas de luz e do fornecimento de vários componentes que farão parte dessa imensa obra, mais de 70% foram projetados por pesquisadores e empresas brasileiros.

O Sirius será um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração (caracterizado por apresentar uma emitância “ultrabaixa”, que é uma medida do tamanho e da divergência angular do feixe de elétrons). No momento de sua abertura para usuários externos – projetado para o segundo semestre de 2019 – será o segundo laboratório em operação com essas características no mundo – o primeiro deles foi o MAX-IV, já em operação na Suécia. O nome “Sirius”, que faz referência à “estrela mais brilhante do céu noturno”, foi escolhido em um concurso interno entre os colaboradores do CNPEM. Dois membros da equipe escolheram o mesmo nome e foram contemplados com uma placa em homenagem ao maior número de votos recebidos.

Com o início de operação dessa nova fonte de luz síncrotron, pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de novos fármacos, descrição da estrutura atômica e molecular de novos materiais, e até mesmo à elucidação de mecanismos que possam levar à cura de doenças como o vírus da Zika, por exemplo, poderão ser conduzidas por equipes de pesquisadores brasileiros e do exterior. Estamos todos no aguardo para que essa “estrela” brilhe muito em terras brasileiras!

Fonte:

Fonte da imagem destacada: Laboratório Nacional de Luz Síncrotron

http://lnls.cnpem.br/sirius

Compartilhe:

Responder

Seu endereço de e-mail não será publicado. Obrigatório *