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Prêmio Nobel premia pesquisas com aplicações biológicas (V.1, N.5, P.9, 2018)

Tempo de leitura: 3 minutos
#acessibilidade Moeda comemorativa do prêmio Nobel, com a imagem do criador do prêmio.

O Prêmio Nobel é promovido pela Academia Sueca de Ciências, mas a responsabilidade financeira é da Fundação Nobel, idealizada pelo inventor da dinamite, Alfred Nobel. A instituição foi deixada com uma saúde financeira muito próspera, já que o criador fundou 87 empresas e registrou 355 patentes, daí é que vem os cerca de 1,1 milhão de dólares do prêmio.

O Prêmio Nobel foi entregue entre os dias 1 e 8 de outubro desse ano para pesquisas na área de Física, Química, Medicina, Economia e Paz. Por conta de polêmicas e casos de abuso sexual o prêmio Nobel de Literatura não foi entregue esse ano.

Nobel de Física é concedido para pesquisa em pinças ópticas

As chamadas pinças óticas são raios de luz que movimentam pequenos objetos, e o prêmio foi concedido para Arthur Ashkin, dos Estados Unidos, e Gerard Mourou, da França e Donna Strickland, do Canadá. Para Antonio Álvaro Ranha Neves, doutor em Física pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) a utilidade biofísica do experimento é fundamental para novas técnicas para manipulações biológicas no futuro. “Você segura objetos, podem ser células, partículas. Move ele pelo espaço sem nenhum contato físico”, segundo ele a técnica foi desenvolvida a partir de outra descoberta. “Só foi possível após o desenvolvimento do laser. Antes disso, a teoria eletromagnética de Maxwell já diz que a onda eletromagnética transporta momento. Isso já era um indício de que era possível uma invenção do tipo”, acrescenta o especialista.

O professor explica como funciona o experimento que ganhou o prêmio Nobel e como os jatos de luz conseguem mover a partícula. “A última configuração utiliza apenas um feixe de luz que segura o objeto no espaço e a movimenta. Se você imaginar que o feixe é um conjunto de raios e ele é focalizado em um cone. Os raios fazem um processo de refração no material, porém o ângulo do raio de saída é diferente do raio de entrada. Isso acaba causando uma mudança de momento.”

Para entender melhor a parte científica do experimento, o professor escreveu um artigo em seu site pessoal, que você pode ler aqui.

Desenvolvimento de proteínas com base na evolução leva Nobel de Química

Os pesquisadores Frances H. Arnold, George P. Smith e Sir Gregory P. Winter levam o prêmio pela pesquisa em proteínas que podem levar ao desenvolvimento tudo, desde um combustível ecologicamente correto até um fármaco.

Álvaro Takeo Omori, doutor em Química Orgânica e professor da UFABC lembra que enzimas são usadas na indústria de alimentos (cervejarias, panificação, bebidas), na indústria têxtil (tratamento de couro, por exemplo), na indústria farmacêutica (fabricação de alguns fármacos), dentre outras aplicações. “A evolução dirigida ajuda no melhoramento destas enzimas, aumentando a eficiência dos processos industriais, reduzindo custos e a geração de resíduos”, explica.

Para Luciana Campos Paulino, doutora em Genética e Biologia Molecular e professora da UFABC o conceito da pesquisa levou o prêmio. “A Química verde é a área da Química que se preocupa com a redução de substâncias danosas para o meio ambiente. As estratégias de evolução direcionada tem aplicações na Química verde na medida podem ser produzidas por exemplo enzimas que degradem poluentes, ou métodos mais eficientes de geração de energia, que tenham menor impacto ao meio ambiente.”

Leia o artigo do Guia dos Entusiastas da Ciência sobre o Nobel de Medicina.

Fontes:

Fonte da imagem destacada: Divulgação.

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